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  • País lidera investimento direto - Fonte: CORREIO BRAZILIENSE

    11-08-2017

    Apesar da recessão e do cenário de crise política, o Brasil registrou, em 2016, um aumento de 5,7% de investimento estrangeiro direto (IED), segundo estudo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). O resultado coloca o país no segundo lugar do ranking de crescimento de capital estrangeiro da América do Sul. Já para o resto das nações pertencentes ao grupo da América Latina e do Caribe, a análise não foi tão favorável, somando US$ 167,04 bilhões, uma queda de 7,9% em relação a 2015.

    A pesquisa apontou que os motivos da falta de investimentos de países estrangeiros na América Latina se dão pelos preços baixos das matérias-primas, o lento crescimento econômico e o cenário global de sofisticação tecnológica e expansão da economia digital, que tende a uma concentração dos investimentos multinacionais nas economias desenvolvidas. “As elevadas diferenças de produtividade da região e os novos cenários tecnológicos, que propõem a quarta revolução industrial, exigem novas políticas para aproveitar os benefícios do IED”, afirmou a secretária-executiva da Cepal, Alicia Bárcena.

    Na contramão dos outros países, o Brasil se manteve como principal receptor da região, com 47% do IED total da América Latina, equivalente a um fluxo de US$ 78,9 bilhões. Segundo o coordenador do grupo de análise da conjuntura internacional da USP, Alberto Pfeifer, o país é um grande atrativo para investidores chineses, por colocá-los numa boa posição estratégica. A análise da Cepal mostrou que, no último ano e no primeiro semestre de 2017, das seis operações econômicas chinesas na região, cinco foram no Brasil, principalmente na área de energia elétrica. “O Brasil é um grande mercado democrático, com livre concorrência e ambiente econômico sólido, maduro e com boas perspectivas futuras”, explicou.

    *Estagiária sob a supervisão de Cida Barbosa