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  • Cosan vê melhores retornos no etanol no País - Fonte: DCI (SP)

    11-08-2017

    SUCROENERGÉTICO

    A Cosan espera que as vendas de etanol sejam mais lucrativas que as de açúcar em alguns Estados brasileiros, fator que pode fazer com que uma das maiores empresas de energia e infraestrutura do país altere o mix de produção. A Raízen Energia, uma joint venture entre a Cosan e a Royal Dutch Shell Plc que é a maior produtora de açúcar do mundo, pode ajustar a produção de açúcar e etanol caso as condições de mercado para o biocombustível melhorem, disse ontem a diretora de Relações com Investidores da companhia, Paula Kovarsky.

    A Raízen destinou 57% da cana colhida para a fabricação de açúcar no segundo trimestre de 2017, ante 55% um ano antes. Simultaneamente, a Raízen reduziu o hedge da commodity, na esperança de uma recuperação dos preços internacionais do adoçante no médio prazo.

    A Raízen tinha 2,1 milhões de toneladas de açúcar com preços travados ao término do trimestre, ante 2,57 milhões de toneladas em igual momento de 2016. “Desde nossos últimos resultados, conseguimos pouco progresso em termos de proteção de preços do açúcar”, afirmou a diretora. “O mercado continua a precificar um excedente de açúcar na safra atual, mas nós acreditamos que a pressão atual sobre as cotações será de curta duração.”

    Ela falou após a Cosan divulgar, na véspera, prejuízo líquido no segundo trimestre em razão de um ritmo lento de colheita de cana. O diretor-executivo da Cosan, Mario Silva, afirmou que a Raízen continua atenta a potenciais aquisições, na esteira da compra de duas unidades de açúcar e etanol da Tonon Bioenergia. No entanto, Silva disse que a Raízen será muito seletiva. Ele destacou que a aquisição das usinas da Tonon fez sentido considerando-se a localização das plantas./Reuters